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-
A
amar e a rezar ninguém se pode obrigar.
- A
ambição cerra o coração.
-
A
bom entendedor meia palavra basta.
- A
cadela, com pressa, pariu os cachorros cegos.
- A
casamento e baptizado, não vás sem ser convidado.
-
A
cavalo dado não se olha o dente
-
A
César o que é de César, a Deus o que é de Deus.
- A
conselho amigo, não feches o postigo.
-
A
corda sempre arrebenta pelo lado mais fraco.
- A
culpa morreu solteira.
-
A
esperança é a última a morrer
- A
fama longe soa. E mais depressa a má que a boa.
-
A
felicidade é algo que se multiplica quando se divide
- A
fome é a melhor cozinheira.
-
A
fome é o melhor tempero
-
A
galinha da vizinha é sempre melhor que a minha
- A
ganhar se perde e a perder se ganha.
-
A
grandes males, grandes remédios.
- A
ignorância e o vento são do maior atrevimento.
- A
justiça tarda mas não falha.
-
A
lã nunca pesou ao carneiro
- A
Laranja, de manhã é Ouro, de tarde é Prata, e à noite
mata.
-
A
lua não fica cheia em um dia.
-
A
má erva depressa nasce e tarde envelhece.
- A
melhor cozinheira, é a azeiteira.
-
A
mentira tem pernas curtas.
- A
Morte abre a porta da Fama e fecha a da Inveja.
-
A
mulher e a pescada querem-se das mais gradas.
-
A
mulher e a sardinha, querem-se da mais pequenina
-
A
mulher é como o pão, está sempre a olhar para a mão.
- A
necessidade aguça o engenho.
-
A
noite é boa conselheira.
-
À
noite todos gatos são pardos.
- A nuvem passa, mas a chuva fica.
- A ocasião faz o ladrão.
- A
ociosidade é mãe de todos os vícios.
-
A
palavra é prata, o silêncio é ouro.
-
A
palavras loucas orelhas moucas
- A
pedra e a palavra, não se recolhe depois de deitada.
-
A
pior roda é a que mais chia.
- A
pobreza não é vileza, nem a riqueza nobreza.
- A
preguiça é a mãe de todos os vícios.
- A
preguiça morre à sede, andando a boiar.
- A
pressa é inimiga da perfeição.
- À
primeira, qualquer cai. À segunda cai quem quer.
-
À
quem Deus não deu filhos, deu o diabo sobrinhos.
- A
quem tudo quer saber, nada se lhe diz.
-
A
rico não devas e a pobre não prometas
- A
rir se corrigem os costumes.
- A
roupa suja lava-se em casa.
-
A
santo que não conheço, não rezo nem ofereço.
-
A
união faz a força.
-
A
uns morrem as vacas, a outros parem os bois
- A
vaidade é o espelho dos tolos.
-
A
velho recém-casado, reza-lhe por finado.
- A
verdade é como o azeite: vem sempre ao de cima.
- A
vozes loucas, orelhas moucas.
- Abril frio e molhado, enche o celeiro e farta o gado.
- Agosto tem a culpa, e Setembro leva a fruta.
- Água de Julho, no rio não faz barulho.
-
Água do rio corre para o mar
-
Água e conselho só se dão a quem pede.
- Água e vento são meio sustento.
-
Água mole em pedra dura tanto bate até que fura.
-
Águas passadas não movem moinhos.
- Aí
por Sant'ana, limpa a pragana.
- Albarda-se o burro à vontade do dono.
-
Além ou aquém, sempre vejas com quem.
- Almoço cedo, faz carne e sebo; almoço tarde, nem sebo
nem carne.
- Amigo deligente, é melhor que parente.
-
Amigo não empata amigo
- Amigo que não presta e faca que não corta: que se percam,
pouco importa.
- Amigo verdadeiro vale mais do que dinheiro.
- Amigo, vinho e azeite o mais antigo.
-
Amigos dos meus amigos, meus amigos são
-
Amigos, amigos; negócios, à parte.
-
Amizade remendada, café requentado.
-
Amor com amor se paga.
- Amor de pais não há jamais.
-
Amor e dinheiro não querem parceiro.
-
Amor e fé nas obras se vê
- Amores arrufados, amores dobrados.
-
Anda em capa de letrado muito asno disfarçado.
- Ande o frio por onde andar, no Natal cá vem parar.
- Ande por onde andar o Verão, há-de vir no S. João.
- Ano
de nevão, ano de pão.
- Ano
de neve, paga o que deve.
-
Antes calar que mal falar.
- Antes martelo que bigorna.
- Antes mau ano que mau vizinho.
- Antes minha face com fome amarela, que vergonha nela.
-
Antes perder a lã que a ovelha.
-
Antes que cases vê o que fazes
-
Antes quero asno que me leve que cavalo que me derrube
-
Antes só que mal acompanhado
-
Antes tarde do que nunca.
- Ao
arrendar cantar e ao pagar chorar.
- Ao
bêbado e ao tolo, dá-se o caminho todo.
- Ao
Fevereiro e ao rapaz, perdoa tudo quanto faz.
- Ao
homem de esforço a fortuna lhe põe ombro.
- Ao
homem ousado a fortuna dá a mão.
-
Ao
menino e ao borracho põe Deus a mão por baixo
- Ao
pé do pano é que se talha a obra.
- Ao
rico mil amigos se deparam, ao pobre seus irmãos o
desamparam.
- Ao
rico não devas e ao pobre não peças.
-
Ao
rico não faltes, ao pobre não prometas
-
Aos
olhos da inveja todo o sucesso é crime
- Apanha com o cajado quem se mete onde não é chamado.
- Apanham-se mais moscas com mel do que com fel.
- Apanha-se mais depressa um mentiroso do que um coxo.
-
Após a tempestade vem a bonança
-
Aqui se faz, aqui se paga.
- Aquilo que sabe bem, ou faz mal ou é pecado.
- Arco sempre armado, ou frouxo ou quebrado.
- As
aparências iludem.
- As
boas contas fazem os bons amigos.
- As
favas, Maio as dá, Maio as leva.
- As
obras falam, as palavras calam.
- As palavras são como as cerejas, vêm umas atrás das outras.
- As palavras voam, a escrita fica.
-
As
rosas caem os espinhos ficam
- As sopas e os amores, os primeiros são os melhores.
- Às vezes não se respeita o burro, mas a argola a que ele está
amarrado.
-
Asno que a Roma vá, asno volta de lá.
-
Assim como vive o Rei, vivem os vassalos
- Até ao lavar dos cestos é vindima.
- Até ao Natal um saltinho de pardal.
- Até S. Pedro abre rego e fecha rego.
- Até S. Pedro tem a vinha medo.
-
Atirei no que vi e acertei no que não vi
- Atrás de mim virá, quem de mim bem dirá.
-
Atrás de quem corre não falta valente.
- Ave que canta demais não sabe fazer o ninho.
- Ave só não faz ninho.
-
Azeite de cima, mel do meio e vinho do fundo, não
enganam o mundo
-
Azeite, vinho e amigo: melhor o antigo.


-
Barco parado,
não faz viagem.
-
Barriga cheia, companhia desfeita.
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Bastante sabe quem não sabe, se calar sabe.
-
Batendo ferro é que se fica ferreiro.
-
Beleza não se põe a mesa.
-
Bem sabe o asno em que casa rosna.
-
Boa cepa,
Maio a deita.
-
Boa fama
granjeia quem não diz mal da vida alheia.
-
Bocado
comido não faz amigo.
-
Boda molhada,
boda abençoada.
-
Bodas em
Março é ser madraço.
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Boi ladrão não amanhece em roça.
-
Boi luzidio
nunca tem fastio.
-
Boi sonso, chifrada certa.
-
Boi velho
com os ossos lavra.
-
Bolsa
despejada, casa amargurada.
-
Bolsa leve,
coração pesado.
-
Bom é saber
calar até ser tempo de falar.
-
Bom rei, se
quereis que vos sirva, dai-me de comer.
-
Bom vinho dispensa pregão.
-
Briga o mar com a praia, quem paga é o caranguejo.
-
Burro com
fome, cardos come.
-
Burro que
geme, carga não teme.
-
Burro velho não aprende.
-
Burro velho
não toma andadura; e se a toma, pouco dura.
-
Burro velho,
mais vale matá-lo que ensiná-lo.
-
Burro velho,
não aprende línguas.


-
Cabrito de um mês, queijo de três.
-
Cada cabeça sua sentença.
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Cada cor, seu paladar.
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Cada leitão em sua teta.
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Cada macaco no seu galho.
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Cada maluco com a sua mania.
-
Cada ovelha com sua parelha.
-
Cada qual canta como lhe ajuda a garganta.
-
Cada qual com seu igual.
-
Cada qual sabe onde lhe doem os calos.
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Cada terra com seu uso, cada roca com seu fuso.
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Cada um dá o que tem.
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Cada um por si, Deus por todos.
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Cada um puxa a brasa para a sua sardinha.
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Cada um sabe as linhas com que se cose.
-
Cada um sabe de si e Deus sabe de todos
-
Cada um vê mal ou bem, conforme os olhos que tem.
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Caiu na rede é peixe.
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Caiu no saco é gato.
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Calças brancas em Janeiro, sinal de pouco dinheiro.
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Cama no chão, cama de cão.
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Caminho começado é meio andado.
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Candeia que vai à frente alumia duas vezes.
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Cão de raça não usa coleira.
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Cão que ladra não morde.
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Carga leve, longe pesa.
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Carnaval na eira, Páscoa à lareira.
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Casa arrombada , tranca na porta.
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Casa de fato, ninho de rato.
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Casa de pais, escola de filhos.
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Casa de pobre, tacho de cobre.
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Casa de pombo, casa de tombo.
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Casa o filho quando quiseres, a filha quando puderes.
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Casa onda não há pão, todos brigam e ninguém tem razão.
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Casa onde não entra sol, entra o médico.
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Casa que não é ralhada, não é bem governada.
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Casamento, apartamento.
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Casarás, amansarás e te arrependerás.
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Casa-te e verás: perdes o sono e mal dormirás.
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Cava fundo em Novembro para plantares em Janeiro.
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Cavalo amarrado também pasta.
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Cesteiro que faz um cesto faz um cento.
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Céu escamado, ao terceiro dia molhado.
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Choupana onde se ri vale mais que palácio onde se chora.
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Chuva de Junho, peçonha do mundo.
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Chuva de S. João talha o vinho e não dá pão.
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Chuva em Dia das Candeias, ano de ribeiras cheias.
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Chuva em Janeiro e não frio, dá riqueza no estio.
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Coice de égua não machuca cavalo.
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Coisa oferecida ou está podre ou está moída.
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Colcha feita, noivo à espreita.
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Com a mulher e o dinheiro, não zombes companheiro.
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Com direito por teu lado, nunca receies dar brado.
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Com o fogo não se brinca.
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Com papas e bolos se enganam os tolos.
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Come pouco e bebe pouco, e dormirás como um louco.
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Comer e coçar, o mal é começar.
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Comer laranjas em Janeiro, é dar que fazer ao coveiro.
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Comer para viver, e não viver para comer.
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Comida fina em copos grossos faz mal aos ossos.
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Como canta o galo velho, assim cantará o novo.
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Como fizeres, assim acharás.
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Confiança não se dá e não se toma emprestado,
conquista-se.
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Conforme se toca assim se dança
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Contra a força, não há resistência.
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Contra a má sorte, coração forte.
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Contra factos, não há argumentos.
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Coração que suspira não tem o que deseja.
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Cria fama e deita-te na cama.
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Criado que faz o seu dever, orelhas de burro deve ter.
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Cu
de Cão e nariz de gente, nunca está quente.
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Cuidados e caldos de Galinha, nunca fizeram mal a
ninguém.


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Dá Deus
nozes, a quem não tem dentes.
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Da discussão nasce a luz.
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Da flor
de Janeiro, ninguém enche o celeiro.
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Dar a
César o que é de César, dar a Deus o que é de Deus.
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De algodão velho não se faz bom pano.
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De boas intenções o inferno está cheio.
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De boi manso me guarde Deus, que de bravo me guardo eu.
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De casa de gato não sai farto o rato.
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De Espanha, nem bom vento nem bom casamento.
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De graça só relógio trabalha, e assim mesmo quer corda.
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De grão em grão a galinha enche o papo.
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De livro
fechado, não sai letrado.
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De manhã
ao monte, de tarde à fonte.
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De médico
e de louco, todos temos um pouco.
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De noite
todos os gatos são pardos.
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De pensar morreu um burro.
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De pequenino é que se torce o pepino.
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De rico a
soberbo, não há palmo inteiro.
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De S.ª
Catarina ao Natal, um mês igual.
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De tostão em tostão vai-se ao milhão.
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Defeitos
do meu amigo, lamento mas não maldigo.
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Defunto rico, defunto chorado.
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Deitar cedo e cedo erguer dá saúde e faz crescer.
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Depois da batalha aparecem os valentes.
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Depois da noiva casada não lhe faltam pretendentes.
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Depois da tempestade vem a bonança.
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Depois de casa roubada, trancas na porta.
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Depois de rapar não há o que tosquiar.
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Depressa
e bem, não há quem.
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Desmanchar e fazer tudo é fazer.
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Deus
ajuda quem trabalha, que é o capital que menos falha.
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Deus dá nozes a quem não tem dentes.
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Deus dá o
frio conforme a roupa.
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Deus
escreve direito, por linhas tortas.
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Deus nos
livre dos maus vizinhos de ao pé da porta.
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Deus quer,
o Homem sonha, a obra nasce.
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Devagar com o andor, que o santo é de barro.
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Devagar se vai ao longe.
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Dezembro
com Junho ao desafio, traz Janeiro frio.
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Dezembro
frio, calor no estilo.
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Dinheiro
compra pão, mas não compra gratidão.
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Dinheiro
emprestado, anda mal parado.
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Dinheiro
esquecido, nem é pago nem agradecido.
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Dinheiro não tem cheiro.
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Dinheiro
não traz felicidade.
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Diz o
roto ao nu: porque não te vestes tu?
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Diz-me
com quem andas, dir-te-ei quem és.
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Do homem é o errar, da besta, o teimar.
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Do Natal
à Sta. Luzia, cresce um palmo em cada dia.
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Do
trabalho e experiência, aprendeu o Homem a ciência.
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Dos males, o menor.
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Dos
Santos ao Natal, é Inverno natural.


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É
bem vindo quem vier por bem
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É
dificil agradar a Gregos e Troianos
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É
leve o fardo no ombro alheio.
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É
mais fácil prometer do que dar.
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É
melhor andar a pé do que montar em burro magro.
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É
melhor prevenir do que remediar.
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É
na sela que o burro conhece o cavaleiro.
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É
nos tempos maus que se conhecem os bons amigos.
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É
preciso ver para crer.
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É
tarde para economia, quando a bolsa está vazia.
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Em
Abril águas mil.
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Em
Abril queima a velha o carro e o carril.
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Em
Abril, cada pulga dá mil.
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Em
Agosto, nem vinho nem mosto.
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Em
ano geado, não há pão dobrado.
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Em
boca fechada não entra mosca.
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Em
briga de marido e mulher, não metas a colher.
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Em
casa de enforcado, não fales em corda.
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Em
casa de ferreiro, espeto de pau.
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Em
casa em que não há pão todos ralham e ninguém tem razão.
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Em
dia de festa a barriga atesta.
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Em
dia de S. Matias, começam as enxertias.
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Em
Fevereiro, chega-te ao lameiro.
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Em
Fevereiro, chuva; em Agosto, uva.
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Em
Janeiro saltinho de carneiro.
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Em
Janeiro sobe ao outeiro; se vires verdejar, põe-te a
chorar, se vires nevar, põe-te a cantar.
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Em
Janeiro uma hora por inteiro e, quem bem olhar, hora e
meia há-de achar.
-
Em
Janeiro, um porco ao sol e outro ao fumeiro.
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Em
Março, esperam-se as rocas e sacham-se as hortas.
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Em
Março, tanto durmo como faço.
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Em
Novembro, prova o vinho e planta o cebolinho.
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Em
Outubro sê prudente: guarda pão, guarda semente.
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Em
Outubro, paga tudo.
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Em
pé de pobre é que o sapato aperta.
-
Em
Roma, faz como os Romanos.
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Em
Setembro, ardem os montes, secam-se as fontes.
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Em
tempo de guerra não se limpam armas
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Em
tempo de guerra todo o buraco é trincheira.
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Em
tempo de guerra, mentira é como terra.
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Em
terra de cegos quem tem um olho é Rei
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Enquanto há vida há esperança.
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Enquanto o pau vai e vem folgam as costas.
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Enquanto se canta, não se assobia.
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Entre marido e mulher não se mete a colher.
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Entrudo borralheiro, Páscoa soalheira.
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Errando é que se aprende.
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Erva má, depressa cresce.
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Escuta cem vezes, e fala uma só.
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Escuta o conselho dos outros e segue o teu.
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Espera de teus filhos o que a teus pais fizeres.
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Este mundo é uma bola; quem anda nela é que se amola.


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Faça o bem sem olhar a quem.
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Fala
pouco e bem, ter-te-ão por alguém.
-
Falai no
mau, aparelhai o pau.
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Falar é fácil, fazer é que é difícil.
-
Falar sem pensar é atirar sem apontar.
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Fala-se
no diabo e aparece-lhe o rabo.
-
Faz da
noite, noite; e do dia, dia e viverás com alegria.
-
Ferro se malha enquanto está quente.
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Fevereiro
quente, traz o diabo no ventre.
-
Fiandeira
não ficaste, pois em Maio não fiaste.
-
Fia-te na
Virgem e não corras e logo vês o trambolhão que levas.
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Fidalgos,
galgos e pardais são três espécies de animais.
-
Filho de
burro não pode ser cavalo.
-
Filho de
peixe sabe nadar.
-
Filho és
pai serás, assim como fizeres assim acharás.
-
Filhos
criados, trabalhos dobrados.
-
Filhos
das minhas filhas, meus netos são. Filhos dos meus
filhos serão ou não.
-
Flor ao
peito, asno perfeito.
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Formosura,
pouco dura.
-
Fui a casa da minha vizinha, envergonhei-me; vim para a
minha e governei-me.


-
Gado de
bico, nunca deixou ninguém rico.
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Gaivotas em terra tempestade no mar.
-
Galinha
cantadeira é pouco poedeira.
-
Galinha
do mato, não quer capoeira.
-
Galinha
gorda ao maltês, ou podre, ou choca de um mês.
-
Galinha
que canta, faca na garganta.
-
Galinha velha faz bom caldo
-
Galinhas
de S. João, no Natal ovos dão.
-
Galo
cantador é pouco galador.
-
Galo que
acompanha pato morre afogado.
-
Ganhai o
que souberdes e poupai o que puderdes.
-
Ganhá-lo
como um preto, gastá-lo como um fidalgo.
-
Gato escaldado de água fria tem medo.
-
Generoso como ninguém é aquele que nada tem.
-
Goraz de
Janeiro vale dinheiro.
-
Gordura,
é formosura.
-
Grande gabador, pequeno fazedor.
-
Grande nau grande tormenta
-
Grandes
discursos não provam grande sabedoria.
-
Grão a
grão, enche a galinha o papo.
-
Guarda de comer não guardes que fazer.
-
Guarda
hoje o que não precisas, que amanhã pode servir-te.
-
Guarda o
que não presta, terás o que é preciso.
-
Guarda
prado, criarás gado.
-
Guardado
está o bocado para quem o há-de comer.
-
Guarda-te
do homem que não fala e do cão que não ladra.


-
Há males que vem para bem.
-
Há mar e mar, há ir e voltar.
-
Há mil modos de morrer e um só de nascer.
-
Há sempre um chinelo velho para um pé doente.
-
Haja fartura, que a fome ninguém a atura.
-
Homem folgazão, no trabalho sonolento.
-
Homem necessitado, cada ano apedrejado.
-
Homem pequenino, ou velhaco ou bom dançarino.
-
Homem prevenido vale por dois
-
Homem sem dinheiro é um violão sem cordas.
-
Hora a hora, Deus melhora


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Imita a formiga e viverás sem fadiga.
-
Inverno de Março e seca de Abril, deixam o lavrador a
pedir.
-
Ira e cobiça, não queiras havê-las por companheiras.

-
Janeiro fora, cresce uma hora.
-
Janeiro geoso e Fevereiro chuvoso fazem o ano formoso.
-
Janeiro molhado, se não cria o pão, cria o gado.
-
Janeiro molhado, se não é bom para o pão, não é mau para
o gado.
-
Janeiro quente, traz o diabo no ventre.
-
Julho quente, seco e ventoso, trabalha sem repouso.
-
Junho calmoso, ano formoso.
-
Junho floreiro, paraíso verdadeiro.
-
Junho, foice em punho.
-
Junta-te aos bons e serás como eles; junta-te aos maus e
serás pior do que eles.


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Ladrão de tostão, ladrão de milhão.
-
Ladrão que rouba a ladrão tem cem anos de perdão.
-
Lágrimas de herdeiros, sorrisos sorrateiros.
-
Lenha de figueira, rica de fumo, fraca de madeira.
-
Logo que Outubro venha, procura a lenha.
-
Longe da vista, longe do coração.
-
Lua cheia, abóboras como areia.
-
Lua nova trovejada, trinta dias é molhada.
-
Luar de Janeiro não tem parceiro; mas lá vem o de Agosto
que lhe dá no rosto.
-
Lugar ventoso, lugar sem repouso.


-
Macaco velho, não trepa galho seco.
-
Madruga e verás, trabalha e terás
-
Maio hortelão, muita palha e pouco grão.
-
Maio pardo e ventoso faz o ano formoso.
-
Mais anda quem tem bom vento do que quem muito rema.
-
Mais depressa se apanha um mentiroso que um coxo.
-
Mais fácil acender uma vela que amaldiçoar a escuridão.
-
Mais fácil é o burro perguntar do que o sábio responder.
-
Mais fere a palavra do que a espada.
-
Mais homens se afogam num copo do que no mar.
-
Mais se tira com amor do que com dor.
-
Mais vale burro vivo do que sábio morto.
-
Mais vale cair em graça, do que ser engraçado.
-
Mais vale inveja que pena.
-
Mais vale ir, do que mandar.
-
Mais vale lavrar o nosso ao longe do que o alheio ao
perto.
-
Mais vale perder um minuto na vida do que a vida num
minuto.
-
Mais vale prevenir, que remediar.
-
Mais vale prudência que ciência.
-
Mais vale quem Deus ajuda do que quem muito madruga.
-
Mais vale só, que mal acompanhado.
-
Mais vale tarde do que nunca.
- Mais vale um cachorro amigo do que um amigo cachorro.
-
Mais vale um cavalo com uma cela, do que três celas sem
cavalo.
-
Mais vale um gosto na vida, que três reis na algibeira.
- Mais vale um pássaro na mão do que dois a voar.
-
Mais vale um que saiba mandar, do que cem a trabalhar.
-
Mais vale um vizinho à mão, do que ao longe o nosso
irmão.
-
Mal alheio, pesa como um cabelo.
-
Mal haja quem de mim mal diz, mais quem mo traz ao
nariz.
- Mal virá que bem se fará.
-
Manda e faz: servido serás.
-
Manda quem pode. Obedece quem deve.
- Manhã de nevoeiro, tarde de sol soalheiro
- Mão de mestre não suja ferramenta.
-
Mãos frias amores todos os dias.
-
Mãos frias, coração quente, amor para sempre.
- Mãos que não dais, por que esperais?
-
Mãos quentes amores ausentes.
-
Março duvidoso, S. João farinhoso.
-
Março, marçagão, manhãs de Inverno e tardes de Verão.
-
Meia vida é a candeia e o vinho outra meia.
-
Mel, se o achaste come o que baste.
-
Melhor é o ano tardio, do que o vazio.
- Mais vale não dizer nada, que nada dizer
-
Mocidade ociosa, traz velhice vergonhosa.
-
Morrer por morrer, morra o meu pai que é mais velho.
-
Morreu o bicho, acabou-se a peçonha.
-
Morte com honra, não desonra.
-
Morte desejada, é vida dobrada.
-
Morto por morto, antes a velha que o porco.
-
Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades.
-
Muda-se de moleiro, não se muda de ladrão.
-
Muitas vezes se perde por preguiça o que se ganha por
justiça.
-
Muito atura quem precisa.
-
Muito esquece, quem não sabe.
-
Muito falar, pouco acertar.
-
Muito pode a velhinha com o que leva para a sua casinha.
- Muito riso, pouco
juízo.
-
Muitos conhecidos, poucos amigos.
- Muitos entram lambendo e saem mordendo.
-
Muitos poucos, fazem muito.
- Mulher de cabelo na venta nem o diabo aguenta.
-
Mulher doente, mulher para sempre.
-
Mulher que assobia, ou é cabra ou é vadia.
-
Mulher sardenta, mulher rabugenta.


-
Na casa cheia, depressa se faz a ceia.
-
Na casa onde há dinheiro deve haver um só caixeiro.
-
Na necessidade prova-se a amizade.
-
Na prisão e no hospital, vês quem te quer bem e quem te
quer mal.
-
Na terra onde fores viver faz como vires fazer.
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Nada como um dia depois do outro.
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Não acordes o gato que dorme.
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Não adianta chorar sobre o leite derramado.
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Não censure dor alheia quem nunca dores sentiu.
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Não contes os pintos senão depois de nascidos.
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Não cresce erva em caminho calcado.
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Não dá quem tem, dá quem quer bem
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Não deites foguetes antes da festa.
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Não deixes para amanhã o que podes fazer hoje.
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Não desejes mal a ninguém, que o teu mal pelo caminho
vem.
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Não é com palha que se apaga o fogo.
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Não é com vinagre que se apanham moscas.
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Não é o sol que faz a sombra.
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Não é por grandes orelhas que o burro vai à feira.
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Não é por muito madrugar que amanhece mais cedo.
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Não faças aos outros aquilo que não queres que te façam.
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Não faças nada antes de consultar a almofada.
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Não há amor como o primeiro.
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Não há atalho sem trabalhos.
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Não há ausentes sem culpas, nem presentes sem desculpas.
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Não há bela sem senão.
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Não há bem que sempre dure nem mal que nunca acabe.
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Não há bem que sempre dure, nem mal que sempre se ature.
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Não há boa terra sem bom lavrador.
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Não há domingo sem missa, nem segunda sem preguiça.
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Não há duas sem três.
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Não há fome que não dê em fartura.
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Não há fumo sem fogo.
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Não há guerra de mais aparato do que muitas mãos no
mesmo prato.
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Não há luar como o de Janeiro nem amor como o primeiro.
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Não há maior amigo do que Julho com seu trigo.
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Não há mal que sempre dure nem bem que não se acabe.
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Não há mau tempo senão quando faz vento.
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Não há mês mais irritado do que Abril zangado.
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Não há onde o filho fique bem, como no colo da mãe.
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Não há pior cego do que aquele que não quer ver.
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Não há regra sem excepção, nem mulher sem senão.
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Não há roca sem fuso.
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Não há rosas sem espinhos.
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Não medram as galinhas onde a raposa mora.
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Não peças a quem pediu nem sirvas a quem serviu.
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Não ponhas o carro à frente dos bois.
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Não se deve contar com um ovo que ainda está dentro da
galinha.
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Não se falar ao mestre o que ele ensina mal.
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Não se fazem omeletas sem partir ovos.
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Não se foge ao destino.
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Não te metas a comprar o que não podes pagar
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Não te rias da caveira, que um dia nela te vais tornar.
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Não ter eira nem beira, nem raminho na figueira.
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Não tira bom resultado, quem vai onde não é chamado.
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Não tornes por detrás, pois é fraqueza desistir-se de
coisa começada.
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Nas costas dos outros se vêm as nossas.
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Nasce erva em Março, ainda que lhe dêem com um maço.
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Natal a assoalhar e Páscoa ao mar.
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Natal à segunda-feira: Lavrador alarga a eira.
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Nem em Agosto caminhar, nem em Dezembro marear.
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Nem mesa sem pão, nem exército sem capitão.
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Nem sempre o diabo é tão feio quanto o pintam.
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Nem sempre, nem nunca.
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Nem só de pão vive o homem.
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Nem tanto ao mar, nem tanto à terra.
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Nem todo dia se como pão quente.
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Nem tudo o que abana cai.
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Nem tudo o que vem à rede é peixe.
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Nem tudo que reluz é ouro.
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Neve em Fevereiro, presságio de mau celeiro.
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Nevoeiro na serra, chuva na terra.
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Ninguém diga: desta água não beberei
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Ninguém está bem com a sorte que tem.
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Ninguém fica para semente.
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Ninguém se levanta sem primeiro cair
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Ninguém toca flauta e chupa cana ao mesmo tempo.
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Ninguém toque na ferida quando ainda sangra e está
dorida.
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No Carnaval nada parece mal.
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No dia da cozedura, até as aranhas ficam fartas.
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No dia de S. Martinho vai à adega e prova o vinho.
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No dia de S. Martinho, mata o teu porco e prova o teu
vinho.
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No dia de S. Martinho lume, castanhas e vinho.
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No dia de Santiago pinta o bago.
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No dia de Santiago vai à vinha e prova o bago.
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No duro ninguém se atola, nem faz poeira no mole.
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No fim é que se cantam as glórias.
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No meio está a virtude.
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No melhor pano cai a nódoa.
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No minguante de Janeiro, corta o madeiro.
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No Outono o Sol tem sono.
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No poupar é que está o ganho.
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No princípio ou no fim, costuma Abril a ser ruim.
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No S. João, a sardinha pinga no pão.
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No tempo do cuco, tanto está molhado como enxuto.
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Nunca de corvo bom ovo.
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Nuvens em Setembro: chuva em Novembro e neve em Dezembro.
 
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O barato sai caro.
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O Bem soa; o Mal, voa.
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O boi é que sobe, o carro é que geme.
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O bom filho à casa torna.
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O bom julgador por si se julga.
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O carro não anda adiante dos bois.
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O Diabo cobre com uma manta e descobre com um chocalho.
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O feitiço costuma virar contra o feiticeiro.
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O fim coroa a obra.
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O fraco ofendido atraiçoa e o forte perdoa.
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O fruto proibido é o mais apetecido.
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O futuro a Deus pertence.
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O hábito não faz o monge.
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O homem propõe e Deus dispõe.
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O ladrão volta sempre ao local do crime.
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O lobo perde o pêlo mas não o vício.
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Ó mar alto, ó mar alto, ó mar alto sem ter fundo; mais
vale andar no mar alto do que nas bocas do mundo.
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O mau é ter mais olhos do que barriga.
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O medo é mau companheiro.
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O necessário deleita, o desnecessário atormenta.
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O novo por não saber e o velho por não poder deitam tudo
a perder.
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O olho do dono, engorda o cavalo.
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O pouco basta, e o muito se gasta.
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O primeiro milho é para os pardais.
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O prometido é devido.
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O que a água dá, a água levará.
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O que arde cura, o que aperta segura.
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O que é demais, molesta.
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O que é do homem o bicho não come.
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O que está feito, feito está.
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O que não mata, engorda.
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O que não tem remédio, remediado está.
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O que os olhos não vêem o coração não sente.
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O que para uns é mel, para outros é fel.
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O que tem de ser, tem muita força.
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O saber não ocupa espaço.
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O segredo é a alma do negócio.
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O seu a seu dono.
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O sol quando nasce é para todos.
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O tempo é o melhor juiz de todas as coisas.
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O trabalho do menino é pouco, mas quem o despreza é
louco.
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O último a rir é o que ri melhor.
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O uso do cachimbo faz a boca torta.
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O Verão colhe e o Inverno come.
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Obra apressada, obra estragada.
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Ofende os bons quem poupa os maus.
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Olho por olho, dente por dente.
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Olhos que não vêm, coração que não sente.
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Oliveira de meu avô, figueira de meu pai, vinha que eu
plantar.
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Onde come um, comem dois.
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Onde fores ter, faz como vires fazer.
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Onde há fumaça, há fogo.
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Onde o ouro fala, tudo cala.
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Onde se chora não cantes.
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Os amigos são para as ocasiões.
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Os cães ladram mas a caravana passa.
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Os erros dos médicos a terra os cobre.
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Os homens não se medem aos palmos.
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Os males dos nossos avós, fazem-no eles e pagamo-los nós.
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Os olhos pedem mais do que a barriga aguenta.
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Ouriços do S. João são do tamanho dum botão.
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Ouro adquirido, sono perdido.
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Outubro meio chuvoso, torna o lavrador venturoso.
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Outubro quente traz o diabo no ventre.
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Ouve tudo bem, diz o que lhe convém.
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Ovelha que berra, bocado que perde.
 
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Paga o justo pelo pecador.
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Pai rico, filho nobre, neto pobre.
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Pais galegos, filhos barões, netos ladrões.
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Pais impertinentes fazem filhos desobedientes.
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Palavra de rei não volta atrás.
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Palavras de mel, coração de fel.
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Palavras loucas, orelhas moucas
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Palavras não enchem barriga.
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Palavras, leva-as o vento.
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Pancada de amor não dói.
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Panela que muitos mexem foi sempre mal temperada.
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Panela velha faz boa sopa.
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Pão com olhos, queijo sem olhos e vinho que espirre para
os olhos.
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Pão proibido abre o apetite.
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Pão que sobre, carne que baste e vinho que falte.
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Para baixo, todos os santos ajudam.
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Para bom entendedor, meia palavra basta.
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Para dar e para ter, muito rico é preciso ser.
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Para ensinar, é preciso aprender.
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Para grandes males, grandes remédios.
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Para lá do Marão, mandam os que lá estão.
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Para ladrão, ladrão e meio
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Para parte de Fevereiro, guarda lenha de Quinteiro.
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Para quem é, bacalhau basta
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Para quem está perdido, qualquer mato é caminho.
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Para São João guarda o velho o melhor tição
- Parecer sem ser é fiar sem tecer.
- Páscoa alta, chumbo na malta.
- Pássaro do campo cedo madruga.
- Patrão fora, feriado na loja.
- Pau que nasce torto, não tem jeito, morre torto.
- Pé de galinha não mata pinto.
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Pede o guloso para o desejoso
- Pedra que rola, não cria musgo.
- Peixe não puxa carroça.
- Pela boca morre o peixe.
- Pelo andar da carruagem vê-se logo quem lá vai dentro.
- Pelo andar dos bois se conhece o peso da carroça.
- Pelo canto se conhece a ave.
-
Pelo fruto se conhece a árvore
- Pelo S. João ceifa o teu pão
- Pelo S. Martinho, deixa a água pró moinho.
- Pelo S. Matias começam as enxertias.
- Pelo voo se conhece a ave.
- Pelos Santos trigo semeado, fruto arrancado.
- Perdido por cem, perdido por mil.
-
Pimenta nos olhos dos outros, é refresco
- Pintainho de Janeiro, vai com a mãe ao poleiro.
- Pior cego é o que não quer ver.
- Pobreza não é vileza.
- Por casar nunca ninguém ficou, não foi com quem quis,
foi com quem calhou.
- Por cima de melão, vinho de tostão.
- Por falar se ganha, por falar se perde.
- Por fora, bela viola, por dentro, pão bolorento.
- Por morrer uma andorinha não acaba a Primavera.
- Pratica o Bem sem olhar a quem
- Preso por ter cão e preso por não ter.
- Presunção e água benta cada qual toma a que quer.
- Primeiro a obrigação, depois a devoção.
- Primeiro de Agosto, primeiro de Inverno.


-
Quando a esmola é muita, o pobre desconfia.
-
Quando é velho o cão, se ladra é porque tem razão.
-
Quando está fora o gato folga o rato.
-
Quando falta, sobra e quando sobra, falta
-
Quando Maio chegar, quem não arou tem de arar.
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Quando mal, nunca pior.
-
Quando mija um português, mijam logo dois ou três
-
Quando minguar a Lua não comeces coisa alguma.
-
Quando não chove em Fevereiro, nem prados nem centeio.
-
Quando o burro é jeitoso, qualquer albarda lhe fica bem.
-
Quando o dinheiro fala, tudo cala.
-
Quando o pobre come frango, um dos dois está doente.
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Quando o vinho entra, o juízo sai
-
Quando se declara a guerra, o Diabo alarga o Inferno.
-
Quando um burro fala o outro baixa as orelhas.
-
Quando um cai, todos o pisam.
-
Quando vem Março ventoso, Abril sai chuvoso.
-
Quanto maior a nau, maior a tormenta.
-
Quanto mais alto se sobe, maior o trambolhão.
-
Quanto mais alto, maior é a queda
-
Quanto mais barato estiver o pão, melhor canta o coração.
-
Quanto mais depressa, mais devagar.
-
Quanto mais me bates, mais gosto de ti
-
Quanto mais prima mais se lhe arrima
-
Quanto mais se vive, mais se aprende.
-
Quanto mais te agachas, mais te põem o pé em cima
-
Quanto mais te baixas, mais se te vê o cu
-
Quanto tens, quanto vales.
-
Queijo com pão faz homem são.
-
Queira ou não queira, o burro há-de ir à feira.
-
Quem a boa árvore se encosta, boa sombra o acolhe.
-
Quem a muitos há-de manter, muito há-de ter.
-
Quem acompanha com coxo, ao terceiro dia coxeia.
-
Quem ama o feio, bonito lhe parece.
-
Quem anda à chuva, molha-se.
-
Quem ao moinho vai, enfarinhado sai.
-
Quem arrota pede bolota
-
Quem assim fala não é gago
-
Quem avisa amigo é.
-
Quem bem ama não esquece.
-
Quem bem ouve, bem responde.
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Quem boa cama faz, nela se deita.
-
Quem brinca com o fogo queima-se.
-
Quem cabritos vende e cabras não tem, dalgum lado lhe
vem.
-
Quem cala consente.
-
Quem cala, consente.
-
Quem cansa sempre alcança.
-
Quem canta seus males espanta.
-
Quem casa filha, depenado fica.
-
Quem casa não pensa, quem pensa não casa.
-
Quem casa, quer casa.
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Quem chora, sente
-
Quem com ferros mata, com ferros morre.
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Quem com os cães se deita, com pulgas se levanta.
-
Quem com porcos se mistura farelos come
-
Quem come e guarda, duas vezes põe a mesa
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Quem come fel, não pode cuspir mel.
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Quem comeu a carne que roa os ossos
-
Quem compra barato, compra duas vezes.
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Quem confessa a verdade, não merece castigo.
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Quem conta um conto aumenta um ponto.
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Quem convida de véspera, não quer que vá à festa.
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Quem corre por gosto, não cansa.
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Quem dá aos pobres, empresta a Deus.
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Quem dá e torna a tirar ao inferno vai parar
-
Quem dá o pão, dá a educação.
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Quem dá o que tem a mais não é obrigado.
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Quem dá o que tem, a pedir vem.
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Quem dá pão dá criação
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Quem de longe acena, de perto se condena.
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Quem desconfia, não é de confiar.
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Quem desdenha quer comprar.
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Quem dívidas não tem, com a sua consciência está bem.
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Quem diz o que quer, ouve o que não quer.
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Quem é desconfiado não é sério.
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Quem é pobre não tem vícios.
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Quem é surdo, guarda segredos.
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Quem é vivo sempre aparece.
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Quem em Julho ara e fia, Ouro cria.
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Quem em Maio não merenda, aos finados se encomenda.
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Quem em Maio relva, não tem pão nem erva.
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Quem em Março come sardinha, em gosto lhe pica a espinha.
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Quem em novo não trabalha, em velho come palha.
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Quem empresta não melhora.
-
Quem encontrou sem muito procurar, é porque muito
procurou sem encontrar.
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Quem escuta, de si ouve
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Quem espera desespera.
-
Quem espera sempre alcança.
-
Quem espera, desespera.
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Quem está de fora, não racha lenha.
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Quem está mal, que se mude.
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Quem está vivo, sempre aparece.
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Quem estraga velho, paga novo.
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Quem fala no barco, quer embarcar.
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Quem faz mal, espere outro tal.
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Quem faz o que pode, a mais não é obrigado.
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Quem feio ama, bonito lhe parece.
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Quem furta pouco é ladrão, que furta muito é barão.
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Quem gasta mais do que tem, mostra que siso não tem
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Quem longe vai casar, ou é enganado ou vai enganar.
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Quem má cama faz, nela jaz.
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Quem madruga, Deus ajuda.
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Quem mais alto sobe, ao mais baixo vem parar.
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Quem mais jura, mais mente.
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Quem mais tem mais quer
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Quem mal anda, mal acaba.
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Quem mal entende, mal conta.
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Quem me repreende, do mal me defende.
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Quem meu filho beija, minha boca adoça.
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Quem muito apalpa pouco acerta.
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Quem muito chora, pouco mija.
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Quem muito dorme pouco aprende.
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Quem muito fala pouco acerta
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Quem muito padece, tanto lembra que aborrece
-
Quem muito quer saber, mexerico quer fazer.
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Quem muito se abaixa, o cu se lhe vê.
-
Quem não aparece, esquece.
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Quem não arrisca, não petisca.
-
Quem não chora não mama.
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Quem não come por ter comido, não é mal de grande perigo.
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Quem não cria, não tosquia.
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Quem não debulha em Agosto, debulha com mau rosto.
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Quem não deve, não teme.
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Quem não estorva, ajuda.
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Quem não governa a lenha, não governa a casa que tenha.
-
Quem não pode morder não mostre os dentes.
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Quem não quer ser lobo, não lhe vista a pele.
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Quem não sabe, é como quem não vê.
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Quem não se enfeita se enjeita.
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Quem não se fartou no comer, não se farta no lamber.
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Quem não se ri ao mês, ou é tolo ou quem o fez.
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Quem não se sente, não é filho de boa gente.
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Quem não tem bois, não promete carrada.
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Quem não tem cão, caça como gato
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Quem não tem marido, não tem amigo.
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Quem não tem vergonha todo o mundo é seu.
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Quem não trabuca não manduca
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Quem não vê não peca
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Quem nasce torto morre envergado.
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Quem nasceu para dez réis não chega a vintém.
-
Quem o alheio veste na praça o despe.
-
Quem o alheio veste, na praça o despe
-
Quem o inimigo poupa, nas mãos lhe morre.
-
Quem ovelhas cria, tolo é se não as tosquia.
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Quem parte e reparte e não fica com a melhor parte, ou é
burro o não tem arte.
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Quem pássaros receia, milho não semeia.
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Quem planta colhe.
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Quem planta no Outono, leva um ano de abono.
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Quem poda em Março, vindima no regaço.
-
Quem pode manda e quem não pode faz
-
Quem procura acha.
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Quem quer a rosa, aguente o espinho.
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Quem quer bom ervilhal, semeia-o antes de Natal.
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Quem quer faz, quem não quer manda.
-
Quem quer festa, sua-lhe a testa.
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Quem quer vai, quem não quer manda.
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Quem quer vencer, aprenda a sofrer.
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Quem sabe do barco é o barqueiro.
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Quem sabe falar, evita guerrilhar.
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Quem sabe, sabe! Quem não sabe, aprende
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Quem sai aos seus não degenera.
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Quem saiba e pense, vence e convence.
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Quem se deserda antes que morra, merece uma cachaporra.
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Quem se mete por atalhos, mete-se em trabalhos.
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Quem se quer ver sempre se encontra.
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Quem se rala morre cedo.
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Quem se veste de ruim pano, veste-se duas vezes por ano.
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Quem semeia ventos, colhe tempestades.
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Quem seu amigo quiser conservar, com ele não há-de
negociar.
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Quem te avisa teu amigo é
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Quem tem amigos, não morre na cadeia.
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Quem tem amores, tem dores.
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Quem tem boca não manda soprar.
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Quem tem boca, vai a Roma.
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Quem tem calos, não se mete em apertos.
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Quem tem capa sempre escapa.
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Quem tem cu tem medo.
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Quem tem filhos tem sarilhos
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Quem tem fome, cardos come.
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Quem tem medo fica em casa.
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Quem tem padrinho não morre pagão
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Quem tem rabo de palha não senta perto do fogo.
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Quem tem saúde e liberdade é rico e não sabe.
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Quem tem sorte ao jogo não tem sorte aos amores.
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Quem tem telhados de vidro não atira pedras ao vizinho
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Quem tem unhas é que toca viola.
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Quem torto nasce, tarde ou nunca se endireita
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Quem tudo quer tudo perde.
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Quem tudo quer vingar, cedo há-de acabar.
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Quem vai à guerra, dá e leva.
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Quem vai ao mar avia-se em terra.
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Quem vai ao mar perde o lugar e quem vai ao vento perde
o assento
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Quem vai para a cama sem ceia, toda a noite rabeia.
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Quem vê caras não vê corações.
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Quem vier atrás, feche a porta.
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Quem vive no convento é que sabe o que se passa lá
dentro.
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Querer é poder.


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Ramos molhados, anos melhorados.
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